quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Vai doer até esquecer...

Depois de uma noite no minimo estranha, em que nem eu nem a tua tia conseguimos apreciar o som dos bares por onde passamos, em que me cruzo com a certeza de que o teu pai estava tão perto de nós e ao mesmo tempo tão longe num canto da cidade que foi tantas vezes tão nosso e só nosso, segui para casa com um misto de sensações...

Apesar da saudade despertada naquele momento, senti um estranho alivio por perceber que tudo estava a voltar à normalidade...o teu pai voltava a frequentar aquele cantinho da cidade que tanto gostava e que possivelmente hoje seja dele e de outro alguém em meu lugar.
É certo que agora até nasceres não mais voltarei ali para não correr riscos de encontros que me farão sofrer...ficarão as memórias por uns tempos e daqui a uns anos levar-te-ei a este canto da cidade que quero que conheças.

Cruzei me com pessoas conhecidas que não conseguiram disfarçar a mudança de atitude para comigo, como se me condenassem pela tua existência...estranhamente acho que até sei que "filme" viram.
Acontece que apesar de nunca a minha boca se ter aberto para falar do que se passou, porque como é óbvio não o tenho que o  fazer, muita gente fica feliz por te ver crescer dentro de mim e por me ver bem.

Deitei me depois de uma longa conversa com a tua tia e hoje talvez a compreenda cada vez mais e quem sabe a possa ajudar a entender se e a entender o mundo dela, que não é de todo um mundo emocionalmente estável...deitei me com aquele misto de alivio e saudade.

Sonhei com ele...sonhei com um reencontro
Sonhei que as saudades eram mutuas e que na verdade aquele lindo sentimento (que talvez só existisse na minha cabeça) sempre existiu e estava ali diante de nós.

A saudade voltou a doer...talvez esteja mais sensível, mas hoje precisava tanto daquele abraço, aquele sorriso, aquele olhar...

Vai passar eu sei que sim...a contagem decrescente já iniciou e não tarda nada meu amor estarás nos meus braços e nos braços daqueles que te amam desde do 1º minuto.
Apesar de nada substituir aquele abraço, aquele sorriso e aquele olhar, sei que a saudade deixará de doer um dia.

AMO-TE!



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